IMERSÃO NO CERRADO - SEGUNDA EXPEDIÇÃO

Atualizado: Jun 1

Na manhã ensolarada do dia 20 de maio, aniversario da nossa capital, Palmas, um belo dia para iniciar a nossa segunda jornada de pesquisa do Projeto Cerrado em Cores. E como o programado, por volta das 8h30 seguimos rumo a TO 010, em direção a cidade de Lajeado.

No percurso, ora ladeados por belas paisagens do cerrado tocantinense, ora áreas já devastadas pela ocupação humana. Por volta do KM 20 decidimos entrar em uma estrada de terra, na placa de entrada da propriedade estava escrito condomínio Madri, seguimos nessa estrada em direção ao lago de palmas. Percorremos cerca de 3 km até fazemos a primeira parada.


Paramos próximos a uma pequena vereda que havia sido queimada na margem da estrada. A imagem e o contraste entre a vegetação queimada, a vegetação seca e as gramíneas verdes era uma cena peculiar e surreal da ação do homem na natureza.

Decidimos explorar um pouco mais a verde e húmida vereda. Predominantemente composta em sua maioria por gramíneas de baixo porte, sua configuração levava os olhos até uma pequena fonte de água. Nesse momento lembramos o porque que o Cerrado é carinhosamente chamado de "Pai das águas" e da sua importância para a manutenção dos recursos hídricos no Brasil.

Imagens abaixo a Crotalaria sp. (fig. à esquerda), Peixotoa sp. (fig. ao centro)

Imagens abaixo: Mimosa skinneri Benth (esquerda), Stylosanthes capitata Vogel (centro), Cyperus sp. (direita)

Após exploramos a vereda nos abrigamos na sobra de um Faveira de bolota (Parkia Platycephala) para imprimir umas folhas colhidas em um Paratudo (Tabebuia aurea). A casca dessa planta é utilizada popularmente como remédio para problemas no estômago, vermes, diabetes, inflamações e febres.

Seguindo então, nos deparamos com o típico "campo cerrado" onde predomina a vegetação herbácea e subarbustiva, embora nele também exista certa quantidade de árvores e arbustos. Uma paisagem contemplativa nos aguardava poucos metros adiante, e decidimos ali adentrar o cerrado com árvores mais altas e fechado.

Já no início da nossa imersão percebemos uma grande variedade de plantas arbustivas, com folhagens incrivelmente belas, algumas retorcidas, outras perfuradas, manchadas, com nervuras etc. As folhas haviam sido atacadas possivelmente por lagartas e os buracos nas folhas nos chamou atenção por lembrar uma renda.

Imagens abaixo: Byrsonima verbascifolia (esquerda)

Vimos também alguns frutos, da família da Araceae (inf. esquerda), Alibertia sp. (centro) Syagrus sp. (direita).

Fizemos a coleta de algumas folhas secas que estavam ao chão, e colocamos em um fundo escuro pra que ajudar a fotografia captar a delicadeza daquela beleza seca ao solo.

Notamos uma menor ocorrência de floração em comparação à pesquisa de campo anterior.

Imagens abaixo: Davilla eliptíca (esquerda), Pseudobombax longiflorum (Mart. & Zucc.) A. (centro), Crotalaria sp. (direita)

Desmodium sp. (esquerda), Dioclea megacarpa Rolf (centro),






Goeppertia eichleri







No caminho da volta, uma subida na estrada nos proporcionou essa privilegiada vista da Cerra do Carmo, e saímos dali com a certeza que havíamos nos conectado com a natureza e com esse riquíssimo bioma que é o cerrado.


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